quarta-feira, 30 de julho de 2008

mudanças!

Chegou de Paris e ninguém a viu, ficou parada na calçada esperando um táxi, passou um ônibus ela pegou, saltou mais adiante, voltou pra calçada. Até hoje não passou ninguém, ela cansou de esperar e foi andando, no meio do caminho não agüentou e voltou pra calçada, já perdeu as malas, as esperanças, o sorriso, a fé e o seu xale branco. Está na calçada sentada, em pé, em pé, sentada...
Apertou os cincos dedos e jogou-se da ponte, fazendo pontes com outros seres imaginários. A única coisa que a separa de nós são os telegramas e o mar. Pontes de hidrogênio, meia água, um terço de madeira, três quilos de concreto, milhões de litros d’água abaixo de seus pés, afogamento na certa!
Uma flor passou abstrata, onipresente, sem cheiro, sem cor, sem medo...
Um balde de água, um balde de flor. Heterogenada, minuciosamente posta no vento, no tempo...
Esses opostos não se cruzam no vento, no tempo, eles se batem, se debatem e se rebatem. Sem ocasiões, sem desilusões, sem intenções... Não responda nunca!
Adube e volte sem calçada, sem estrada, sem paradas...

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