sábado, 2 de agosto de 2008

DestERRO!

Das sombras iluminadas pelo clarão das luzes, com a imensidão profunda, difusão de cores em preto e branco. No quarto fechado por portas que não se abrem nem com as próprias chaves, sufocada por paredes piores que a prisão, delimitada por espaços quadrados restando apenas cobertores e travesseiros molhados por dois gêneros distintos. Na janela aberta que o vento insiste em bater, decoro no céu urubus sobressaídos de mim deixando nuvens carregadas de agonias, mágoas e dúvidas. Vou me desfazendo aos poucos e chego no êxtase voltando a concha da solidão e da dor. Tanta luz em volta, sendo o seu interior opaco, morto e sólido. Vagam as almas nas sombras iluminadas de desespero esperando um dia encontrar-se com outras almas menos efêmera que esta e, acoplar-se tão intensamente pra suas espinhas penetrarem nas minhas entranhas.


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