domingo, 3 de agosto de 2008

Quem ser?!

Na noite onde o breu exerce seu poder aumentando a dor com cada estrela que se apaga. Vou fazendo escolhas incertas basicamente sem nenhuma intenção, destruo toda esperança que ainda existia. Ninguém consegue ver o que eu vejo, são visões puramente nevadas sem a força da cor e tudo vai se transformando em desilusão. Eu não sou o que se vê, nem o que se senti, sou apenas duas pessoas em um único corpo neutro. Ora amo, ora desamuo, ora existo e me disperso no desajuste do tempo. Vou tentando preencher a metade do que sinto e não consigo satisfazer o que eu preciso, esqueço do outro lado que ainda ficou vazio e vou fingindo que ele não me incomoda. Ás vezes minto no que digo sendo capaz de abrigar as dores do indeciso, não mostro quem eu sou e prometo voltar atrás do que é verdade, ficando sozinha. Perdoou todo lamento dito, parando essa disritmia que desgasta todo meu valor e encontro sorrisos que me aconselham a desgrudar desse outro lado sendo realmente quem eu sou. Sustento na saída buscando apetrechos pra me achar, choro de alegria por saber que a ausência se desfez, mas eu continuo com um lado vazio. Olho meu abandono e traiu minha própria certeza. Menina que não sabe quem ser, grudando retratos no espelho tentando se vê, sonhando em segundos o que viveu por dias guardando em pensamento os gestos consigo. Meus olhos continuam a mentir fazendo a verdade virar silêncio, enquanto respiro vou lembrando que há, mas nada a fazer. E meu belo fim se esvai depositando em caixas toda fé existente. O que se fazer além de viver?


"HTML"

Um comentário:

Madá. disse...

HTML, você se garantiu ein? Fantástico!
Não sabia mesmo que as Srtas. tinham blog.
Beijosetémaisver.
voltarei
;D