sábado, 6 de setembro de 2008

Quero voar...



Voar para sentir-me mais segura
Com os ventos agressivos acariciando
meus cabelos, minhas mãos, meus olhos...
Quero o silencio do profundo adeus
perder-me no horizonte infindo

Deixem-me voar, deixem-me voar...

Preciso escutar a melodia pura dos ventos
Dançar contra ele, com ele, com as nuvens...
Como numa valsa, com a leveza de uma bruma
E que naquele ri timo fiquemos metade de uma eternidade

Deixem-me voar, deixem-me ir...

Sinto necessidade de inalar
toda a paz que existe lá no alto
Quero sentir de perto a solidão da lua
Quero respirar os ares da sensibilidade perdida
é tudo muito adverso, pérfido, embusteiro...

Deixem-me voar, deixem-me partir...

Sou um pássaro preso numa esfera
com minhas asas acorrentadas, machucando-as
Falta o ar, falta o choro, falta o riso...

Deixem-me voar, voar, voar...

Preciso me ausentar em outro planeta
onde se devaneia acordado, onde só exista a canção dos ventos,
animais, lagos, montanhas, árvores, flores...
onde a solidão exista da forma mais deleitosa

Deixem-me...

Não faço parte desse estranho astro,
sinto necessidade de uma realidade menos morta...