sábado, 29 de novembro de 2008

Saudade dos mares


São passos largos de saudade onde os rastros não superam o tal caminho levando a solidão ao seu extremo destino. Com o mar remetendo visões do teu corpo esguio. A saudade é maré, a saudade é do mar. Anda feito brisa que com um simples sentir não se sabe a sensação, mas a sentimos onde ninguém consegui ver. São como as moléculas de areias, sendo pisadas em pleno céu aberto. Essa saudade tem nome, tem endereço e telefone. Ela não veio à toa do mar, nem virou a maré ao chegar. Mudou toda água do oceano a deixando puro, mas vazio. Das profundezas não se vê mais uma bolha de riso, as suas conchas todas fechadas a ponto de esfarelar suas pérolas, as ondas secam suas espumas aos pés de lágrimas e o vento não faz passar a saudade... Ultrapassando o limite do horizonte tentando seus olhos salgados côncavos do mar, na contravenção da solidão e do pacífico, arranhando os olhos esfregados pela areia maciça do amor naufragado. A saudade vai embora com os barquinhos enquanto outros ancoram nesse mar morto, ressacado pelo balanço das águas inquietas do engano, velejando a rota dos desencontros mareados com o cheiro da pura maresia fundida.


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2 comentários:

Odara disse...

orgulhosa!

Ivete Canivete disse...

já disse já: eu sou fã de vocês! demais.