quarta-feira, 12 de novembro de 2008

um, entre dois ou mais...

Envolta a tantas fisionomias estranhas, imagens tristes, numa velocidade fora do normal, o meu corpo acompanha o vento, minha alma o desalento e, o meu olhar ténue absorve a melodia do dia-a-dia, numa calmaria desigual. Meus passos escritos retalhados me levam para uma desordem, um estrangeirismo em contato com o mundo exterior. A solidão me refugia das incertezas que carrego dentro do meu íntimo. No silêncio misterioso da minha alma, consigo entender o não saber dos enigmas da vida. Ou pelo menos crio, costuro e a verdade, a minha verdade, me sacia. Longe dos meus olhos inexiste qualquer imagem em mim refletida. Numa dessas paradas de descanso me deparo com malas imundas, bagagens cheias e o descontentamento de passageiros que perderam de vez a sua viagem à ilusão do encantamento. Jogo-me ao mar, lanço-me na alegria existente nas profundezas, nos sorrisos bobos dos ingênuos, na embriaguez dos cachaceiros. Meu barco consegue atravessar todo o horizonte que o meu olhar apurou num disparo de segundos. E lá, estou eu, como um bebê que acaba de sair do ventre da sua mãe.

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