quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Dias i-números dias

E cafés e nada. A noite começa sem que se perceba, ele tenta varar a madrugada, nada além dele respira esse pó de agonia. Trê3s cigarros impotentes e nada, a fumaça inicia a madrugada já esperada, ele despeja desespero nas horas. U1ma caneta e u1m papel com tudo que existe nessa máquina cerebral, são as idéias do amanhecer que faz ele desencadear da solidão ausente de u1m quarto ¼ de sofrimento singular que é dele, tudo isso é dele, vazio supérfluo e imerso.



“HTML”


...Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

- Vinícius de Moraes

Nenhum comentário: