terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Gosto de sentir a tua pele afagando a minha,
como se, quando, o meu corpo estivesse sendo desvirginado,
na explosão do puro desejo infame,

saboreio pedaço por pedaço do seu corpo macio...
vestindo, assim, todo o meu corpo da natureza do seu carinho
que delicia o mesmo, fazendo-o alcançar o ponto mais
alto de todos o altos que não se alcançam...

numa cegueira informal de desejo do seu corpo,
vou retalhando o nosso sentimento
caídos no chão doente de tanto amor,
minha alma desesperada recolhe nas mãos
e repõe no corpo uma outra vez, costurando
retalhos e detalhes no nosso corpo...

meu corpo exorcizado, do sentir que se sente sem sentir,
transfere essa profundeza para o seu corpo
beijando incessantemente suas mãos,
tocando calmamente os seus pelos, alisando sua pele,
absorvendo o brilho dos seus olhos, comendo da sua carne,

E nessa presença do seu cheiro, do seu gosto,
da sua voz, é como se um vento silencioso
sussurrasse baixinho ao pé do ouvido palavras de paz.

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