sábado, 13 de dezembro de 2008



Naquela noite escrevi nos seus olhos frases adubadas de palavras de mel... Seu olhar me olhava tão penetrante que a minha alma chegava a se envergonhar. O tempo foge de nós dois, ele se esvai perdido no vento zombando de nossa ingenuidade. O tempo ali não para, mas nossas almas param por toda uma eternidade. Quero plantar o nosso sentimento em um só lugar, cultivando-os da forma mais suave e delicada do mundo. Depositando todo o meu afeto, todo o meu carinho, todo o meu amor... Até formar um lindo jardim nunca visto, com flores brotando pétalas de pureza, a nata exalando o perfume de essência do amor eterno, afolhando um brilho maternal iluminando assim, todo o chão verde da nossa moradia. Passando a existir a olho nu a emoção de dois corações arranjados. O céu azul, o sol amarelado, os pássaros transparentes cantarolando, tudo isso, e tudo que houver ao redor do nosso jardim, eu irei pintar com tinta de compaixão.

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