sábado, 6 de dezembro de 2008

os dois extremos palavra de rosnei amor


O amor de tudo estima como fonte de água límpida em meio a um devastado deserto;
O amor acumula reservas de cristais caídos do céu vindos do oceano;
O amor é concha aberta entre pernas e brancos lençóis vermelhos;
O amor fareja até inalar um sabor doce de mel com aveia numa manhã de domingo sereno;
O amor é plural, indivisível par, superior ao resto do produto;
O amor corta as frases, gagueja pra que sejam medidas em pesos;
O amor dissolvi as placas de ferro titânico embutido no mais pesado bloco de veias pulsantes;
O amor faz escalas em degraus profundos e pisoteados, moldados;
O amor circula entre vasos, veias de sangue feito o vermelho, amor;
O amor é apnéia fluente no gás de oxigênio insuficiente;
O amor vira uma gostosa armadilha perigosa impossível de ser deixada;
O amor faz do tempo personagem oculto da cena onde a protagonista se inverte;
O amor persiste em faltar ar nos olhos de quem ama;
O amor deslumbra-se no afogamento terreno com as narinas abertas;
O meu amor por você desata olhos, línguas e faces que venham de malefícios;
O meu amor por você não precisa de espelhos pra ser visto;
O meu amor por você não precisa de bússolas pra ser orientado;
O meu amor por você não precisa de balanças pra ser medido;
E nem mesmo de precisão pra ser exato;
Ele, o meu amor, apenas necessita de você pra sobreviver!


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