sábado, 5 de abril de 2008



Todo grande amor é feito da tristeza.
Tristeza de esperar-te, tristeza de querer tocar-te e não poder, tristeza da saudade do teu cheiro, da tua pele, da tua boca e do teu olhar. Tristeza essa que sem você por perto tornar-se mais triste ainda. Essa tristeza que vem flutuando tranqüila com o vento, possuindo todas as partes do meu corpo, vai se desfazendo aos poucos junto com o meu óleo de amor derramado sobre o corpo que a ti lhe deu prazer um dia, deixando minha alma esquecer por algum tempo adormecida às lembranças de um amor tão singular. Mas o amor, esse amor, tem vida própria. Não adianta desviar-se dele, pois ele enquanto vivo permanecerá saltitante entre as minhas veias. Essa agonia de querer-te e não poder-ti me torna insustentável.