quarta-feira, 18 de junho de 2008

Entrei em um jardim
que não dava flores.
Exaltei-me não sei por quê.
Eu completamente sozinha
fiz o nosso mundo,
desenhando você ao avesso.

O problema é que,
eu me doei demais,
eu fantasiei demais...

Aos poucos vou
me acordando
de um sonho malfeito.
Foi um delírio meu,
uma recreação sua...

Vi em seus olhos
o reflexo da lua.
Encantei-me.
Mas era apenas a luz
dos meus olhos
refletida em ti.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

esperança e ilusão...

Quando eu me encontrar tudo vai melhorar. Entre a loucura mais saborosa e a ironia mais dolorosa. Estarei eu como um passarinho livre a cantar. Levemente vá soltando minha mão... aos seus passos deixe cair alguns vestígios para eu não te perder de vista. Na hora certa irei correndo ao teu encontro. Na certa irá tudo ser como nós estávamos planejando. A felicidade que eu havia pintado em uma tela antiga te entregarei para compensar a minha ausência. Deixarei delicadamente a última peça cair no chão. Meu corpo agora está pronto para acolher o seu. Naquele mar de prazer eu me perdoo e você me perdoa pela minha insensatez de criança. Essa inconstância escorrendo entre minhas mãos e eu sem força para segurá-la me deixa angustiada. Noites vagando com a minha lucidez, loucura embriagada, desespero de sempre querer coisas que fujam ao meu alcance, de me sentir tão só em volta de tantas pessoas... acho até natural. Mas vai tudo melhorar quando eu me encontrar. Isso tem que ser assim. Enquanto a você eu irei resistir. Você é a pilaste e o caminho... só não me deixe, que aqui de longe eu estarei guiando seus passos, iluminando-os.

sábado, 14 de junho de 2008

do outro lado do pano

Vanessa pensamento andante
Palavras soltas na boca
Gosto de fome e de sede
Sacia cada metáfora dita
Uma explosão alegre
Uma explosão de dor
Sem medo de amar
Sem medo de errar
Sem medo de arriscar
Pertinência em pessoa
Esquecimento no ar

Vivência de solidão
Momentos de partilha
Não se esconde
Não se vesti
Não se retrai
Risos, versos e prosas
Mil faces em ti
Fuga incessante do nada
Parábola contínua de amor


Autora: Marcela Cunha