terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Reflexos ingénuos.



Os refletores das ilusões retratam-se
nos oceanos, lagos, rios...
Quando a chama da lua brilha toda sua
platéia, sendo ela um espetáculo iluminado.

Nos reflexos das luzes humedecidas,
elas que nascem no escuro
esbaldando sensualidade em sua estadia
indo embora no sereno da alvorada,
escondem seus segredos na beleza.

Em completa solidão com seu feixe de luz, lua,
Sinto o meu coração tão miúdo
sendo aquecido com teu calor,
sendo perdoado por suas lágrimas.

Lua minha, minha lua...
Você que encanta sem canto,
Mas que geme em sua melodia,
Sendo o vento o regente
da grande contemplação do silêncio degusta dor,
onde os instrumentos são pedacinhos que
constituem a natureza

O som dos mares,
das folhas secas estalando suas dores,
das folhas maduras acariciadas pelo vento
exalando sua felicidade,
do silencio da madrugada gritando seus medos,
suas verdades, seu desespero, seus amores...

Possui-me lua, com toda essa ousadia invejosa,
quero a tua paz macia, tua beleza discreta,
as tuas ilusões, a sua sabedoria...

Luazinha das noites misteriosas, dar-me um pouco
dessa sua graça, quando na escuridão dos meus devaneios
converso com você, canto, idolatro...

Nenhum comentário: