quarta-feira, 22 de abril de 2009

Eu vim de lá de dentro!

Na inocência do prazer,
fui sendo guiada pelo anseio da felicidade cega...
Meu corpo absorveu toda uma euforia gloriosa, tampando as dores complexas que constituem a natureza humana. Tampada as aflições de um ser em transe, fingia para si mesmo a alegria [lamentável]. Ninguém consegue por muito tempo fingir-se. O vento agressivo me conduziu para um imensurável mar de contestações que nascem da incapacidade de alcançar as vontades aprisionadas. No meu íntimo, um turbilhão de pensamentos se contrastava, ferindo uns aos outros. A pequeneza da minha pretensão mostrou-me que nada vai mais além que o silêncio amiúde, que a calmaria suave dos ventos, e a verdadeira essência estava ali a todo instante, exposta na mais hedionda das janelas, na mais simples... Na ilusão do suntuoso, expus-me ao ridículo. No final das contas, cabisbaixa aprendi que nada é mais importante que a harmonia do eu – com o mundo externo. Ninguém está dentro de nós quanto nós mesmo. A beleza da felicidade está na solidão, está no imaginário. Pintarei a partir de hoje meu caminho com cores cintilantes, trilharei com pétalas puras. A felicidade é uma ilusão, assim como a vida, assim como tudo ao nosso redor. A partir disto, eu tenho-a em mãos.

A minha jovialidade é constituída de indagações, assim como minhas vontades, meus desejos miúdos, assim como quando tenho a vontade da liberdade comível, o azul, o azul, o azul... a parcialidade invadiu-me, abrindo portas para o encantamento da paciência extrema.

Um comentário:

João Paulo Pontes (Guma ☭) disse...

minha querida poetisa... sua afliçao tem moldes de complicaçao, mas a sua soluçao vem do mais supremo pensar/agir, a simplicidade.

Nietzsche falaria, apontando o dedo para vc, na verdade, repetiria o que disse em Gaia Ciencia:

"Ela eh uma pensadora: isto eh, sabe como tornar as coisas mais simples dq elas sao"