quinta-feira, 14 de maio de 2009

Amanheceu um pensamento.

No balanço da varanda vejo a serra nevada pela chuva, nebulosa nuvem carregada de agonia despeja suas mágoas, nas montanhas de passagens migratórias alguns resistentes outros dependentes. Cinzento numa tarde nublada, o ar puro se aproxima que chega a dar arrepios, com isso o medo do novo de novo. Previsão calculada com os dedos sem a cabeça livre, a cada pensamento cai um raio, a cada telefonema soa um trovão. No cumulus vem à torrente voz macia, sorrateira. No nimbus vêm frontes de miragens, imagens. Aperto de cobertor que lá vem um temporal, vastas lágrimas perdida na face indo em direção ao céu. O céu da boca sente o gosto amargo do pesar, chá pra acalmar e chá pra se deitar, quente, frio, frio, quente... Queimando o que sobro e esfriando o que restou.
Lendo o livro da vida terrena sem imaginar o que isso vai lhe custar, ouvindo o som do consolo, lapidando o seu ego pelas notas escutadas. Tocou a campainha, era a Felicidade dizendo que ainda existe é só questão de tempo, vibra o telefone é o Sol, pai da noite, atirando luzes dizendo que está pra chegar.



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