domingo, 10 de maio de 2009

A poesia exposta na janela...





Suga toda força, a respiração vai diminuindo pouco a pouco [sem se notar].
O corpo fica anêmico, diante de tanta ousadia...
leve, renovado, pronto para ser levado pelas suas mãos, pelo seu brilho insano.
A explosão gentil do seu sentimentalismo acalma os corações pequenos.
Sua presença, no calar gritante da noite, alimenta os corpos desamparados,
guiando com a sua clareza ingênua, os passos desatinados, sem destinos, sem passagem.

Encarar-te, LUA, liberta as aspirações caçadas.
Mastigando tudo ao alcance, degustando, realizando-se.
Em teus mistérios calorosos a alma de um corpo eleva-se...
No clarão dos teus olhos um brilho de esperança brota.
Como quando, surgi a vontade de morrer e renascer diversas vezes das tuas cinzas...
Sua sabedoria invade as mais miseráveis das almas, quebrando suas portas...

O seu sorriso cordial, diz-me algo intimamente:

- abraça a tua vida, pássaro contente


(Aparição - 09/05/2009)

Um comentário:

João Paulo Pontes disse...

saudade de ver seus escritos.

não pare.

bjos.