sábado, 25 de julho de 2009

E no vilarejo residem às pedras. Muralhas difusas no canto do jardim repleto de brechas com a ilusão de espaço. Se mostrando forte pra si, quebrando paredes de mármores, isolada a certo diâmetro de polaridade sem afastamento de pés, sem penetração de luz. Difundindo dor e desejo, segredo e fascínio, amor e desespero arranhando as entranhas dos extremos do meio, parada a bordo do ventre. Anticorpos espessos em bolhas de líquido etílico, encharcada de incertezas vermelhas multiconjugais maior que seu tamanho. De repente, surge o caos do vazio no quarto com quadros pendurados, ficando na estante sentimento com estampas vibrantes rodeadas de meio fim, dando continuidade ao vazio estagnado no seu ser. Coração cheio de dor no vácuo do tempo, esperança preenchendo canhões mirados pra dentro com a incerteza de um dia voltar, voltar com pólvora, com fogo e ardendo feito alma no inferno. Sensação de contemplação, união de dois sem condições pra serem dois, mas o seu querer destrói e a vontade corrói cada veia dilatada.
Aprendendo o seu jogo sem jogador algum, jogando só, se destruindo a cada tempo jogado, jogado fora com prazeres desperdiçados, só momentos lembrados com o passado. Passando isso desejo acabado, final sem ponto no fim. O nada acaba!
Virando refém do silêncio ao desterro, causando buracos no peito que um dia fora aberto, buracos feitos com pétalas trazendo espinhos camuflados por trás das rosas, machucando, se machucando. Entulhos meros entulhos. Não se constrói sem terreno, não se constrói sem permissão. Permita-se a amar!
Isso já não mais importa quem sabe as ferrugens um dia polidas comecem a brilhar de novo, de novo, o suficiente sem ofuscar a verdadeira visão do querer. Mudanças de imagens coloridas, belas, com maçãs rosa no rosto e um olhar de paz traduzindo felicidade, pelo menos essa noite. Não se fica à toa do lado sem lados opostos modificados a mão, a mão do vento virando solidão de estrelas no sonho perdido.
Não venha dizer quando o tempo novo se revelar, obrigatoriamente moldado, imagine quando eu me calar inteiramente a boca de dentro sem palavra alguma. Esfregando as narinas mais perto do fim!
Sem revolta, sem milagres, apenas o mistério dos sentidos. Vem, sendo assim te apropria. Melhor assim, perto do fim!


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