domingo, 30 de agosto de 2009

Aos meus olhos, o olhar de dentro enigmático, observador das cenas despercebidas por um olhar qualquer, mastiga fugaz o balanço do mar revolto. Ao absorver, absorvo-me ao mesmo instante de tempo, como num êxtase profundo. Reconhecendo e sendo reconhecida pela natureza discreta. O exalar do cheiro da folha de papel na madrugada, faz-me recordar da pureza da minha inocência intrigada com a minha esperteza, a luz amarelada desenha ao meu redor o melodrama da vida [minha], o ar sereno e fresco acalma minha aflição desnecessária, onde o silêncio intenso reina dentro do meu monólogo, desfragmentando em grãos as asneiras que nascem dentro de um ser que usa da sua imaginação seu segundo lar. Onde, naquele determinado tempo só existe um ser na sua mais completa loucura, digerindo e saboreando suas memórias intensas. Minha alma inquieta, grita, querendo sair do corpo que a prende, em sua vontade há uma grande cobiça de sair livre-mente de braços abertos, fazendo o ar, seu protetor, seu acariciador. Fecho suavemente os meus olhos, e uso a dádiva do ser - humano, a fantasia, e vou mais além que a minha própria alma anseia.

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