terça-feira, 10 de novembro de 2009

so-bre-car-ga

Faço de tudo pra eu distanciar do meu corpo, me agarro a tudo que não é matéria quando o vazio da noite me consome, fazendo um buraco onde só existe o vácuo. Sugando até as entranhas fixas no meu ser com o sucçar da dor, são crateras feitas por ela sem nenhuma piedade, tentando preencher com a minha própria ilusão. Debatendo meu corpo dentro de outros corpos, momentaneamente passageiros com uma invalidez que eu começo a julgar um fato normal, condicional. Vou me enganando e moldando a mente a cada encontro feito, e mesmo com isso atraiu seres com algum tipo de fundamento, abrigando apenas o prazer, me deliciando do próprio, me fascinando com o ato, matando os dois corpos imaturos.



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