segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Retidos e Suspensos.

O sofrer me alegra me renega de tudo que for riso, aceito o vazio do ser sem me conhecer e detono cada sentido, sentido...
Não reajo aos sentimentos que me carregam deixando em mim um detonador parasita de si mesmo. Funciono na válvula do desespero que me alimenta e sacio dele como um animal em sua matança.
O amor real chega a inexistir por frontes de protestos e cada dor recente manifesta a desilusão do ser, do existir. Fabricações de corações tubérculos feitos com restos de desatino no momento inesperado.
Ninguém reagi ao que eu desisto e me entrego ao paradeiro do inquieto sem ao menos desfazer os emergentes protéticos das faces ocultas por si só.
Vou desamarrar as dores e amarrar o que não me interessa.



"HTML"

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Reflexos ingénuos.



Os refletores das ilusões retratam-se
nos oceanos, lagos, rios...
Quando a chama da lua brilha toda sua
platéia, sendo ela um espetáculo iluminado.

Nos reflexos das luzes humedecidas,
elas que nascem no escuro
esbaldando sensualidade em sua estadia
indo embora no sereno da alvorada,
escondem seus segredos na beleza.

Em completa solidão com seu feixe de luz, lua,
Sinto o meu coração tão miúdo
sendo aquecido com teu calor,
sendo perdoado por suas lágrimas.

Lua minha, minha lua...
Você que encanta sem canto,
Mas que geme em sua melodia,
Sendo o vento o regente
da grande contemplação do silêncio degusta dor,
onde os instrumentos são pedacinhos que
constituem a natureza

O som dos mares,
das folhas secas estalando suas dores,
das folhas maduras acariciadas pelo vento
exalando sua felicidade,
do silencio da madrugada gritando seus medos,
suas verdades, seu desespero, seus amores...

Possui-me lua, com toda essa ousadia invejosa,
quero a tua paz macia, tua beleza discreta,
as tuas ilusões, a sua sabedoria...

Luazinha das noites misteriosas, dar-me um pouco
dessa sua graça, quando na escuridão dos meus devaneios
converso com você, canto, idolatro...

domingo, 11 de janeiro de 2009

camuflagem


Hoje tem festa na prisão
Um samba rasgado
Pra Preto Velho dançar
A roda se faz de escuro
Pés nus grudados na lama
Ritmo, graça e cor.
Um samba preto pra meu amor
Raízes com bases
Mistura de sons e imagens
Magia nas pernas
Unicamente solta a mente
E a noite se encerra
A nega ginga
O nego dança
O quadril swinga
A mão balança
Acaba a canção
Antes de chegar o patrão.


"HTML"

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Quem eu sou...

Sou filha da Lua
regida pelo brilho
da solidão...

Sou irmã do Sol
regida pelo brilho
da força...

Amiga das estrelas
regida pelo brilho
da simplicidade...

Rainha da Natureza
regida pelo brilho
da pureza...