sábado, 28 de fevereiro de 2009

(tran)quila's

Tranqüilas. As águas de sais permanecem tranqüilas passando entre as faces que correm. Vão migrando até seu curso destinado, caídas pela monotonia dos olhos e o Rio transborda a calmaria. Felicidade tranqüila, duas partes designada pelo pensamento voltando a ser princípio. As lágrimas calmas resistem em sorrir, rindo amarelo, azul, arco-íris, ficando imune a tristeza dos dias calmos, vozes calmas, vozes certas que de certa forma acalma, visões de rios, de risos, de lágrimas, prazer. Vozes da calma, da alma, da dor de amor. Nessa nervosa calmaria do dia-a-dia com os pés flutuando pela ponte de rios, visualização calma por nervos dos tempos, com ventos soprando devastações de dentro, de dentro...


Parô!


"HTML"

Um sonho perdido...

Meu corpo que há tempos atrás de cada nota surgida dos acordes de mel saltava delirante por entre nuvens brancas, tão branca que seu cheiro exalava um aroma de paz. Perde-se, hoje, no soar de cada melodia estendida. Suas asas estão submersas em algum lugar do espaço. As cinzas espalhadas alimentam a (des) esperança de um dia o amor ser o senhor do universo, não mais havendo casulo entre a lâmina que o separa da vida real. -A promessa esvai-se juntamente com o vento que o trouxe.
Na calmaria do corpo consagrado e consolado pela vida que o cerca, come o aroma aderente dos panos marcado e que fez, um dia, a parte de uma ilusão afobada. Mastiga grão por grão, desfazendo-se assim, da fantasia (muito) malfeita. O gosto da lembrança o faz sentir muito maior que qualquer ser, capaz de se entregar (uma outra vez) ao amor, renunciando tudo. Numa afoiteza invejosa, muitas vezes esquecida.
O caminho coalhado de pétalas frescas soa o perfume carnal, do sangue, do pecado, do desejo. O desespero de sentir um gosto novo, esperançosos de a aspiração ser eterna, fez com que caíssem defronte em um buraco raso, quebrando o frágil e fino vidro construído a par.
Sustentando com os dedos o meu coração, um amor (verdadeiro) faz-me celebrar com os deuses donos do sol, da lua, do mar, e toda a natureza que nos acompanha, numa valsa sublime, a esperança de um sonho renascer num corpo uma outra vez.
O sonho do amor, fraterno
eterno.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Boa noite...

No olhar de cada gesto teu
a neblina obscura alisa o corpo lesado.
A escuridão pesada esconde a aversão
para a estação ser completa-mente
[inventiva]

Adoração soa sussurrando dos lábios vermelhos
Parece ser tão verdadeiro, que a invenção atrapalha-se,
esbarrando-se na realidade mentirosa

Líquidos de prazer percorrem, feito lágrimas,
os corpos no cio, no desejo imortal mútuo
entrelaçados numa cobiça desvairada.
Degustando artefatos do corpo vira-lata
sinto o gosto acrimonioso em meu peito dilacerado

Depois do frenesi, ainda na escuridão encarnada,
deito os meus pensamentos em teu peito
chorando a dor do imaginário
abrindo as portas para a loucura ser completa
e eu sair voando alto, alto, muito alto

Em silencio, retiro-me novamente dos teus braços,
braços que em algum momento do nosso tempo
acolheram-me, alimentando meu coração miúdo


A miséria faz-me de andada
para algum lugar bem longe dos pensamentos
que pensam divergentes...

Bom dia!