domingo, 31 de maio de 2009

Fragmento V

Leila forte chama de ar puro levados com o vento
Traz consigo o frio e o cobertor dos dias quentes
Uma mistura de Continentes expostos no parecer do tempo
Pureza minuciosamente posta em uma única pele branca, negra.
Doce vinho branco seco guardado numa adega
Apaixonante boca que fala e se apaixona, só.
Vários tons em um único olhar
Transforma os sentidos ao falar
Suplica das palavras explicações extensas, extremas palavras.
Formando um almanaque de idéias.

Com a delicadeza sai do casulo expondo suas asas
E fecha-se como concha ao ser tocada
Sua pérola quase nunca é mostrada
Mas seu encanto continua perpetuado no ventre
Flutuando em pequenos pensamentos ausentes
Perdida no espaço, aterrisa quando precisa.
As madeixas dos seus fios envolto de si
Com o perfume dos impróprios, disfarça.
A dor que mastiga e não passa
Ultrapassando o cheiro do amor.

30/05/2009


"HTML"

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fragmento IV

Priscila brilho eterno de luz
Sempre se fez encanto
Milagres d'alma livre
Íntima de um ser brando
Fazendo reluzir luz e calor
Onde passa ou anda
Rainha és tu
Não do deserto
Mas do ser esperto

Te quero sempre à frente
De tudo que for alegre
Sem desperdiçar cada dia
vivendo em harmonia
Trazendo ufanismo
Liberdade é teu nome
Grandeza teu prefixo
Longe do infinito


"HTML"

Eu quero...

Eu quero um amor macio
Sem dor nem vazio
Claro como sol, leve como o vento
Sem rancor nem desalento
Aquecido pelo calor sereno da natureza
Degustar da sua imensa proeza

Eu quero da delicadeza das pétalas
A sua simplicidade
Alimentar aos corações
Com a essência mística da felicidade
Despetalar suas verdades a cada amanhecer
Eu quero nela nascer, morrer e viver

Eu quero o perdão descalço
Caminhando no concreto árido
Rindo a cada passo dado
Plantando no asfalto por onde passa
Um pouco da sua graça

Eu quero beber do azul da liberdade
Declinar na brisa suave dos mares
Possuir-me de toda essa acuidade
Voar ao infinito, respirar novos ares

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Fragmento III

Suzane bateria estridente em pleno aquário
Sinfonia de tambores surdos
Com notas mudando seu itinerário
Esticando as cordas da pureza
No braço de um violão de aço
Vozes com ruídos
Trazendo-me aos ouvidos
Melodias brandas, limpas e findas

Rindo do esquisito
Mostrando tudo que há de bonito
Em uma face quase indivisivel
Com energia tirada dos pés
Estremecendo os olhos de quem a repara
Vibrando as palavras ao serem ditas
Fazendo ruir pérolas de chuva
No momento de desatino.



"HTML"

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Meramente prosaico.



Dos lábios carnudos pintados de vermelho
só restava à pequeneza da ilusão.
Algum estrangeiro deu-lhe apenas meros prazeres carnais,
esquecendo que ali existia algo denso,
sobrecarregado de sentimentalismo infantil
e fraqueza de mulher...

Aos poucos os grãos jogados foram possuindo
todo o corpo desprovido de afabilidade,
cegando-o, tornando-o dependente daquele simples caso banal.

O ruído do desejo fissurado já caminha involuntariamente
por entre os becos sem luz, rachando todo o asfalto,
uma única luz existente era a luz dos olhos do adventício,
um olhar ténue amadurecido que dava vida ao anseio insano.

A aventura doce carregada nos bolsos
dava ao simples caso um ar de ameaça.
[arriscavam-se euforicamente]
Talvez a efervescência fosse dada ao excêntrico,
não havendo ali sentimento algum,
apenas bel-prazer do sensualismo.

Não existe nome para esse turbilhão de emoções,
de vontades afobadas, de almejos...
é algo misterioso que constitui
todas as células do corpo rubro insaciado.

O gosto da memória
é raso, miúdo...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Fragmento II

Andréa fonte de algas vivas
Mistura de beleza e encanto
Carisma na pele branca
Aguça os sentidos
Seja com o falar
Seja com o olhar
Hipnose na voz falante
Olhos pregados no ar
Sintonia de motores em silêncio

Desviando a rota do mar
Com moléculas de hidrogênio
Espalhando o perfume das rosas
Com moléculas de oxigênio
União de dois compostos
Plenamente pura água pura
Azul azul azul em tudo
E no balanço das madeixas deixa
Deixa no ar tudo que há.


"HTML"

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Fragmento I

Mariana veio do mar
Com a brisa leve dos ventos
Causando arrepios a quem passar
Cada grão de areia se levanta com o seu caminhar
Vestida por si só
Não age com as forças efêmeras
Exibe um coração feito mandarim
Cheia de poses, gestos e contrastes.

Com frases repletas de verdade
E uma porta meio aberta à frente de mim
Faz-se pudor com o seu andar
Faz-se poder no seu olhar
Vertigem em mãos pequenas
Entrelaçando cada miragem vinda
Estagnada aos seus pés
Sem vinda nem ida.


"HTML"

sexta-feira, 15 de maio de 2009

"O azul do céu ilumina
As nuvens passam
Agarra-te a Elas
E voa no limite improvável".



"HTML"

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Amanheceu um pensamento.

No balanço da varanda vejo a serra nevada pela chuva, nebulosa nuvem carregada de agonia despeja suas mágoas, nas montanhas de passagens migratórias alguns resistentes outros dependentes. Cinzento numa tarde nublada, o ar puro se aproxima que chega a dar arrepios, com isso o medo do novo de novo. Previsão calculada com os dedos sem a cabeça livre, a cada pensamento cai um raio, a cada telefonema soa um trovão. No cumulus vem à torrente voz macia, sorrateira. No nimbus vêm frontes de miragens, imagens. Aperto de cobertor que lá vem um temporal, vastas lágrimas perdida na face indo em direção ao céu. O céu da boca sente o gosto amargo do pesar, chá pra acalmar e chá pra se deitar, quente, frio, frio, quente... Queimando o que sobro e esfriando o que restou.
Lendo o livro da vida terrena sem imaginar o que isso vai lhe custar, ouvindo o som do consolo, lapidando o seu ego pelas notas escutadas. Tocou a campainha, era a Felicidade dizendo que ainda existe é só questão de tempo, vibra o telefone é o Sol, pai da noite, atirando luzes dizendo que está pra chegar.



"HTML"

domingo, 10 de maio de 2009

A poesia exposta na janela...





Suga toda força, a respiração vai diminuindo pouco a pouco [sem se notar].
O corpo fica anêmico, diante de tanta ousadia...
leve, renovado, pronto para ser levado pelas suas mãos, pelo seu brilho insano.
A explosão gentil do seu sentimentalismo acalma os corações pequenos.
Sua presença, no calar gritante da noite, alimenta os corpos desamparados,
guiando com a sua clareza ingênua, os passos desatinados, sem destinos, sem passagem.

Encarar-te, LUA, liberta as aspirações caçadas.
Mastigando tudo ao alcance, degustando, realizando-se.
Em teus mistérios calorosos a alma de um corpo eleva-se...
No clarão dos teus olhos um brilho de esperança brota.
Como quando, surgi a vontade de morrer e renascer diversas vezes das tuas cinzas...
Sua sabedoria invade as mais miseráveis das almas, quebrando suas portas...

O seu sorriso cordial, diz-me algo intimamente:

- abraça a tua vida, pássaro contente


(Aparição - 09/05/2009)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Fraseando...

''Assim como o vento à juventude.''

sábado, 2 de maio de 2009

A dor da espera.

A espera do descanso é mastigável. Sentada em um banco a vida passava sem sentir o vento, ela sem esperar nada, esperava. Cada momento era estável e proveniente de espera, a certas horas da tarde, fantasmas do nada a rodeava sem pena, sem calma, apenas na espera. A espera de um consolo, de se esmurrar, a espera de gritos, de que tudo se acabe. Mas a verdade não é isso que ela espera, ela espera o tempo passar, as pessoas passarem e até mesmo o ônibus, ela espera. Só, ela vive esperando dela própria algo que não pode esperar ou mesmo nem se espera. Destruindo os passos do bem-estar no engano da solidão, querendo entender o que se é viver só no aguardo da incerteza. Esperança espera espaço, espremendo-se nos dias simples a dor da dúvida, insana, imprópria, insatisfatória. Se espera do nada um simples nada ou também um adeus.


"HTML"