sábado, 20 de junho de 2009

Bruto ventre do fruto venho
Braço bravo forte tenho
Fracos fardos frios detenho
Diminuição dissociação difração
Monóico monogâmico monólogo
imbuído embutido entulhado
Mafra moderna maior
Sangue simples sadino.




"HTML"

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A espera o transforma na





submissão do tempo, delicado e



im pro



vi so.

Renascimento

Quando das pétalas humedecidas, nasceu o desejo de te amar,
o sol contrariava radiante com cada feixe perfurando sua vaidade.
Retraída, encolheu-se e não quis por fim, despetalar a sua essência mística inusitada. Ao seu redor o brilho que dava vida ao desalento, não conseguia chamejar sem o doce aroma das roseiras vermelhas.

Na calada da noite serena, a lua convidava-as para fazer-lhe companhia, mas as pétalas não respondiam, estavam com ar de insignificância.
A lua amarelada berrava, despertando todos naquela noite estrelada.
Menos elas, as simples e belas pétalas.

Quando das pétalas humedecidas, nasceu o desejo de te amar,
o sol alimentava as suas doces esperanças, dando forças para o despetalar da emoção do grande desejo do amor, da valsa sublime perene no ar.
A essência nunca sentida antes, abriu aos corações pequenos, pondo vida nas perdidas vidas e um rastro de brilho nos labirintos esquecidos.

A lua satisfeita, nunca fora tão magnífica, tão sublime. A noite encantava aos que passavam por ela, era como uma música suave, era como sentir a paz infiltrada no vento quente e macio, era a liberdade da alma,

era o amor plantado no chão verde!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Inquietude

Há uma acústica na concha
Onde o mar denso, repousa.
No seu infinito, fazendo sonir um trovejar do fundo do oceano.
Quando entrei ele estava
Impávido, cheio de euforia.
Furioso e faceiro!
Oceania. Julga-te imperfeito por teus defeitos
E formam-se bolhas de desmantelos.



"HTML"

domingo, 14 de junho de 2009

Desencanto

Da matéria bruta feita de calcário
Na excepcional migração de corpos despidos
Com pés na areia fina e macia
Sentindo o vento da brisa
Entrando nos poros à dentro
Fantasmas de pele crua, invoca!
O prazer remoto do desejo
Tocados os órgãos da vida
Pura de mágoas vividas
Vulcão em erupção
Penetração de vulcão
Vulva doce e quente
Púbis selvagem e cavernoso
Um ser noutro
Um ser neutro
Alojamento de sobrevida.


"HTML"

sábado, 13 de junho de 2009

Elementos vivos

Na visão do infinito, óculos de plásticos, lente de metal olhando ao redor do vão escuro da noite sombria. Ocular por duvidar de si, perante dois olhos malditos, inoculados a cada raio vindo do breu num instante inesperado. Escapamento de luz obscura, obscura clara refletindo insegurança com o olhar e maldade vista com o próprio. Sombra de dois reinos visíveis ao notar os seus castelos, muros postos à frente de cada batalha seguindo passos ao esquisito. Revirando mentes sem precisar agir apenas em campo sem precisar lutar (revirando mentes sem precisar fingir apenas em campo sem precisar agir). Dissemina tua total dor e não te ver como inimigo. Embate de corpos minados por explosões de desejo de um só. Urânio, urânio, urânio. Uma bomba de desgraça sendo usada sem inimigo, demolindo a base incorreta do corpo, da carne. Desmoronam-se tudo!



`HTML`

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Fragmento IX

Mariana mar e brisa
Brisa e mar
Vento passado na mente
Intimamente meia água
Chuvas de verão
Estações mudadas constantemente
Sentidos feito de razão
Invasões em bloco
Subitamente passagens visíveis
O claro e o escuro
Cavalos-marinhos opostos

Motivos, momentos, memórias
Fantasia na folia de reis
Embrulhada em papéis
Entulhada no corvéis
Barulho barulho barulho
Euforia sucumbindo cabeças
Espessos no ar (pingos)
Paradas obrigatórias adiante
Navega por mares
Sem voltar pra ancorar.


"HTML"

terça-feira, 9 de junho de 2009

Fragmento VIII

Vanessa pensamento andante
Palavras soltas na boca
Gosto de fome e sede
Sacia cada metáfora dita
Uma explosão alegre
Uma explosão de dor
Sem medo amar
Sem medo errar
Sem medo de arriscar
Pertinência em pessoa
Esquecimento no ar

Vivência de solidão
Momentos de partilha
Não se esconde
Não se veste
Não se retrai
Risos, versos e prosas
Mil faces em ti
Fuga incessante do nada
Parábola contínua de amor
Resistores D'alma


"HTML"

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fragmento VII

Vinicius encantamento de Reis
Sobressai de planos
Aterrisagem ao ar livre
Comunicação em afeto
Sorriso de gigante
Buscando seu ponto certo
Um coração fascinante
Luz do sol brilhante
Proteção de teto

Cultural, popular, espetacular
Uma vanguarda em explosão
Agindo sem medo de errar
Tiragem de pele em ação
Acerta os movimentos
Esquece os pensamentos
Vivente errante
Purificação restante
Divino divino divino

terça-feira, 2 de junho de 2009

Fragmento VI

Tainã se faz em segredo
Com força e personalidade
Criatura de fases
Unindo dois reinos em seu mundo
Atraindo pra si cada partícula
Tudo que passa à sua frente
É detectado
Sempre com pensamento amplo
Inteligência em uma única pessoa
Capacidade de percepção

Seu interior fala
Turbilhões de emoções
Fecha-se quando quer
Fecha-se sem querer
Formam-se barreiras
Feito uma flôr
Abre-se aos poucos
Pétala por pétala
Brotando sua realidade
E ela se faz menina


"HTML"