domingo, 30 de agosto de 2009

Aos meus olhos, o olhar de dentro enigmático, observador das cenas despercebidas por um olhar qualquer, mastiga fugaz o balanço do mar revolto. Ao absorver, absorvo-me ao mesmo instante de tempo, como num êxtase profundo. Reconhecendo e sendo reconhecida pela natureza discreta. O exalar do cheiro da folha de papel na madrugada, faz-me recordar da pureza da minha inocência intrigada com a minha esperteza, a luz amarelada desenha ao meu redor o melodrama da vida [minha], o ar sereno e fresco acalma minha aflição desnecessária, onde o silêncio intenso reina dentro do meu monólogo, desfragmentando em grãos as asneiras que nascem dentro de um ser que usa da sua imaginação seu segundo lar. Onde, naquele determinado tempo só existe um ser na sua mais completa loucura, digerindo e saboreando suas memórias intensas. Minha alma inquieta, grita, querendo sair do corpo que a prende, em sua vontade há uma grande cobiça de sair livre-mente de braços abertos, fazendo o ar, seu protetor, seu acariciador. Fecho suavemente os meus olhos, e uso a dádiva do ser - humano, a fantasia, e vou mais além que a minha própria alma anseia.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Se na noite iluminada
Fez-se a paixão
Dúvida efêmera
Castiga por feições distintas
Básicas de resolver
Afetos contínuos com desilusões
Matérias recicláveis estagnadas
Essências noturnas
Contradições repentinas
Dúvida efêmera.



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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Existentes movimentos de ondas batendo em certas paredes de meu corpo. Neutralizando cada molécula salgada pré-extinta do mar, pelo mesmo elemento do ar. Acontecimentos impróprios de veracidade constante abrindo o caminho de passagem rápida. Rápida?
Se sentimentos são para serem sentidos, é uma definição rápida? Rápida.
Quando se é espuma não se sente o passar do ar. Careço de bolhas ondulatórias, não faço presságios do mar. É como se cada minuto descesse feito uma gota, de tão importante que é.



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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Simone

Num badalar do sino
Há cada provolone
Existe um sistema individual
Chamado Simone.




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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Era uma vez...

A puta safada, era Angela.
O canalha sem-vergonha, Mauro.


Angela, toda suja de merda reclamava dizendo:

- Quero uma vida melhor, rodeada de ouro e prata para ser feliz eternamente...

Angela, conheceu o ordinário, o cafajeste, Mauro.
Era um dia feio, com odores de lixo azedo...
Foi tudo tão feio, que eles se apaixonaram loucamente!
Mauro dizia para Angela que ia dar a vida que ela queria, casa, dinheiro, mais dinheiro. Angela sorria como nunca, seus olhos brilhavam, era a sua FELICIDADE!

Meses depois...


Angela, bichinha, morreu junto de todo o lixo da cidade, foi terrível!
Um assassinato frio. E ninguém nunca soubera quem teria feito aquilo.
Nem faziam questão, era perda de tempo, diziam as autoridades.




e Mauro, foi em busca da sua deusa, da sua musa inspiradora, do seu mais lindo e puro amor...

sábado, 15 de agosto de 2009

Mesa de bar.


Se amor fosse fácil de apagar, nenhum sentimento revelaria o tão forte desejo inesperado da dor que existe por sentir o ato do prazer, o amor.



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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Magnetismo de grande importância
Sentimentos reparados com o Sol
Uma vida vazia
Tempo tempo tempo
Atrações repentinas de universos diferentes
Insustentáveis
Braços dados com outro alguém
Dúvida, certeza.
(...) impossibilidade de sentir
O verdadeiro sentimento múltiplo
Por palavras sinceras
Bastante sinceras
Nostalgia, ilusões refletidas
Em pedaços e separadas por fragmentos
Imune a solidão
Basta!



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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Bu-n-das

A depravação do ser habitual de formas ondulatórias decorrente do sistema aderido. Povoantes bundas voadoras que teimam em acomodar-se de algum espaço deleitoso, fazendo com um órgão não muito apalpavél um instrumento regido por forças além das vontades, interagindo entre o membro e o ser a ser utilizado. No seio do deleite, mãos e braços como maestro regem o tal concerto, que na verdade desmantela o ato por não tocarem em sincronia. São visões que desafinam qualquer instrumento, e ela passa por entre notas e acordes atordoados, fazendo do som impuro e aos ouvidos surdos.



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domingo, 2 de agosto de 2009

pedra solta ao vento
escorregando sobre areia molhada
molhada do choro sofrido das meninas
ingénuas

sol, claridade, mocidade
envolta aos seus pés a folha madura
madura do choro sofrido das meninas
astuciosas

silêncio das noites que gritam suas dores
encorajando seus corações sofismado
da água, da areia, da vida

vida pujante
- a professora

qualquer coisa assim, como quando o entender não se entende;

é só não entender,

fingimento

sábado, 1 de agosto de 2009

Sintônia

De onde vem a penúria do mar
Quando o enfio do braço se faz balançar
Em meio ao nevoeiro do céu
Tendo ao seu lado um papel
A caneta seu coração
Junto a você um lampião
Tentando iluminar suas idéias
Fazendo delas impróprias
Como faz essa caminhando
À sua volta assegurando
O seu perfume ao passar
Ela o faz relembrar
Sensações impuras, coisas que não tem cura
Mas que não é pecado.

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