sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Deixe que meu ser repouse no silêncio da solidão e respire a tinta das paredes fechadas. E que os travesseiros sejam os únicos a saberem da minha dor, com seus ouvidos de algodão, tentando decifrar meu sentimento insular.



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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pedras saltitavam no rio-mar, no interior do coliseu, tentavam sair de alguma forma de dentro dele. Eram muitas às pedras, pequenas demais para ele, mas elas não queriam saber, queriam sair. Um dia um furação se aproximou e veio arrebatando tudo existente no coliseu, até às pedras. Hoje elas estão soltas, mas completamente perdidas, acostumadas com a monotonia interna, elas, não se adaptam aos turbulentos dias iguais. Se espalham nele, se misturam com o vento e penetram em paredes de concreto fixando-se e perfurando-as.



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terça-feira, 10 de novembro de 2009

so-bre-car-ga

Faço de tudo pra eu distanciar do meu corpo, me agarro a tudo que não é matéria quando o vazio da noite me consome, fazendo um buraco onde só existe o vácuo. Sugando até as entranhas fixas no meu ser com o sucçar da dor, são crateras feitas por ela sem nenhuma piedade, tentando preencher com a minha própria ilusão. Debatendo meu corpo dentro de outros corpos, momentaneamente passageiros com uma invalidez que eu começo a julgar um fato normal, condicional. Vou me enganando e moldando a mente a cada encontro feito, e mesmo com isso atraiu seres com algum tipo de fundamento, abrigando apenas o prazer, me deliciando do próprio, me fascinando com o ato, matando os dois corpos imaturos.



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domingo, 8 de novembro de 2009

Cada um comandando a sua festa nem mais, nem menos. Cada um cantando seu som, sem agudo, sem grave. Cada um lutando sua guerra sem vitórias, sem derrotas. Todos olhando pra o mesmo umbigo, esperando algo que vem do cordão umbilical dos outros. Umbigo de flor que mexe na dor levando o tempo de novo. Ninguém engana a flor e os seus espinhos, estão ali pra isso, furar e perfurar quem tentar machucar. Ninguém engana o umbigo é por isso que se localiza no centro, e quando ele acha que achou, grudando feito imã no cordão umbilical, quando algo o machuca usa-se a tesoura é pra isso que ela serve. Tudo isso nascendo com o tempo. tic e tac que se desfaz em segundos.




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sábado, 7 de novembro de 2009

Rabisco com um singelo pseudônimo. Você não enxerga porque me encubro, mas no fundo você consegue me decifrar. Escrevo pra ti e não interessa os fatos. São personagens registrando os elementos que ao passar por você se enrusbecem, sentindo que os refletores vão se apagando a cada passo dado. Com a ilusão de um dia chegar ao sucesso, saindo ileso dos fracassos. A cena muda de imagem quando saem os artistas e cada um vai mostrando a dor que sente e morrendo com as lembranças passadas na mente ilusória dos mais fracos. Na platéia a visão é mais crua fazendo de mim um ser fragmentado de agonias, sendo o mais apto a sentar na primeira fila do seu espetáculo.



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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sinto seu perfume no olhar
Cheirando jasmim na primavera
Inalo cada odor vindo do vento
Permito que neles eu a sinta
Sem ter nenhum pudor
Reviro minhas idéias
Mudo-as a cada pensamento
Nas flores vejo você
Com duas faces inigualáveis.




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